Obras de Allan Kardec: todas elas FUNDAMENTAIS.

Obras de Allan Kardec: todas elas FUNDAMENTAIS.
Obras de Allan Kardec: todas elas FUNDAMENTAIS.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Estudo ao vivo pela Internet, dia 14 de Junho



O GRUPO FAMILIAR DE ESTUDOS ESPÍRITAS DO RECREIO convida aos amigos e amigas para assistirem, pela Internet, ao singelo estudo:

O Livro dos Espíritos » Parte Segunda - Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos » Capítulo III - Da volta do Espírito, extinta a vida corpórea, à vida espiritual » A alma após a morte; sua individualidade. Vida eterna » A alma após a morte; sua individualidade.

Ele ocorrerá sábado dia 14 de JUNHO, de 09h30 às 12h.

Para assisti-lo basta clicar aqui no canal http://twitcasting.tv/f:100006433930259

Quando a página abrir, clique em LIVE.

É possível interagir pelo chat da página.

Forte abraço, Fabiano!

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Onde poderemos aprender os fundamentos do espiritismo?

Uma importante questão se apresenta, a todo instante, para aqueles que desejam conhecer, e estudar, o espiritismo: onde aprender seus fundamentos indispensáveis? A resposta para essa pergunta é: a Doutrina Espírita está contida, por inteiro, nas obras publicadas pelo Codificador do Espiritismo, Allan Kardec.
 
A Maioria dos espíritas conhece as SEIS obras fundamentais da doutrina: "O que é o Espiritismo", “O Livro dos Espíritos”, “O Livro dos Médiuns”, “O Evangelho segundo o Espiritismo”, “A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo” e “O céu e o Inferno, ou A justiça Divina segundo o Espiritismo”.
 
A primeira obra espírita é "o Livro dos Espíritos". Ele é a pedra fundamental ou o marco inicial do espiritismo. Ele é o não só o alicerce do edifício da doutrina espírita também é o seu próprio delineamento, o seu núcleo central e ao mesmo tempo o as vigas de sustentação, os pilares, as lajes, o arcabouço, enfim, toda a estrutura geral de todo o edifício da doutrina.
 
Os demais livros da revelação espírita partem do seu conteúdo. Temas aflorados nas perguntas de "o livro dos espíritos" vão ser desenvolvidos totalmente nas outras obras kardecianas, portanto, o legado de allan kardec se apresenta como um todo, homogêneo, consequente, inter-relacionado, interconectado e interdependente.
 
Portanto, os estudiosos sérios do espiritismo reconhecem o valor de se estudar todos os SEIS livros fundamentais kardecianos, de forma conjugada, integrada, e, sobretudo, de forma continuada, lendo-os e relendo-os ano após ano, conscientes de que cada novo ciclo de estudos oferece maiores possibilidades para reflexões, maior conhecimento e mais amplo discernimento. Tem-se mesmo a impressão de que se descobre uma nova doutrina após cada ciclo de reestudo.
 
Muitos sabem também que, no Brasil, cada ano da REVISTA ESPÍRITA - JORNAL DE ESTUDOS PSICOLÓGICOS (REJEP), com suas doze revistas mensais, foi traduzido para o português e transformado num volume, em um livro. Temos, portanto, na REVISTA ESPÍRITA - JORNAL DE ESTUDOS PSICOLÓGICOS outros doze livros de Allan Kardec que não podem faltar nas prateleiras das livrarias espíritas, e nas nossas bibliotecas pessoais.
 
Conforme a orientação do próprio Codificador, a coleção dos doze anos da Revista Espírita deve ser encarada como as verdadeiras obras complementares, ou subsidiárias, do espiritismo, e estudadas como tal, paralelamente às obras fundamentais.
 
Vale ainda relembrar o valor permanente das obras introdutórias ou iniciais do Espiritismo, a saber: “O que é o espiritismo”, “O Espiritismo na Sua Expressão Mais Simples” e “Instruções Práticas Sobre as Manifestações Espíritas”, livros que desdobram a introdução e prolegômenos de OLE.
 
Allan Kardec - O Livro dos Médiuns  - Parte primeira - Capítulo terceiro - item 35
 
"35. Aos que quiserem adquirir estes conhecimentos preliminares, pela leitura de nossas obras, eis a ordem que lhes aconselhamos:
 
1o) O que é o Espiritismo?
 
Esta brochura, de apenas uma centena de páginas, é uma exposição sumária dos princípios da Doutrina Espírita, uma visão geral, que permite abarcar o conjunto, dentro de um quadro restrito. Em poucas palavras, vê-se o objetivo e pode se julgar do seu alcance. Além disso, aí se encontram as respostas às principais questões ou objeções, que estão naturalmente dispostas a fazer as pessoas novatas. Esta primeira leitura, que exige bem pouco tempo, é uma introdução que facilita um estudo mais aprofundado. "
 
Os livros introdutórios são resumos doutrinários, para rápida leitura e imediata compreensão, mas que até mesmo os maiores conhecedores do espiritismo devem reler e consultar periodicamente. Eles são os livros de eleição para os iniciantes no espiritismo, e as obras de escolha para os estudos sistematizados da doutrina espírita.
 
Não se pode esquecer a importância inestimável do volume Obras Póstumas. Esse livro representa o testamento doutrinário de Allan Kardec, que precisa ser lido com atenção e respeito. Ele nos desvenda os segredos de uma vida verdadeiramente missionária, cuja grandeza dessa missão ainda é ignorada até mesmo pelos espíritas.
 
No livro “Viagens Espíritas em 1862”, Allan Kardec oferece as mais lúcidas diretrizes para o fortalecimento dos grupos espíritas, e as mais luminosas e seguras orientações ao Movimento Espírita, para a organização, a administração e a liderança das instituições espíritas.
 
Fundamental ressaltar que, em todas as obras publicadas por Allan Kardec, permeiam as temáticas evangélicas. Na sua condição de Terceira Revelação de Deus aos homens, o espiritismo é o Consolador Prometido por Jesus,  que apresenta a chave com a ajuda da qual se explicam, com facilidade, os conteúdos do Novo Testamento, e dos Livros Mosaicos, que foram incompreendidos, erroneamente copiados, mal traduzidos, e erradamente interpretados.
 
O espiritismo assume a condições de cristianismo da idade moderna, restaurando a interpretação do evangelho do Cristo ao seu sentido absolutamente espiritual.
 
Foram cerca 30 livros espíritas publicados pelo Codificador no idioma francês, e hoje contamos com mais de 23 obras diferentes de Allan Kardec na língua portuguesa, obras de atualidade inabalável, no passado, no presente e no futuro. 
 
Verdadeira bênção de Deus aos homens, essas obras devem ser encaradas e lidas, em última análise, como tendo sido escritas pelo próprio Cristo.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Plano de Estudos para 2013


Caros amigos e amigas. 

A partir de fevereiro de 2013, iniciaremos nossos estudos espíritas. 

Serão estudos semanais, com transmissão ao vivo pela Internet, com a possibilidade de serem feitas perguntas em tempo real.

Receba a programação, enviando um e-mail para ojesushistorico@gmail.com 

sábado, 11 de janeiro de 2014

Historicidade dos Romances Mediúnicos


Historicidade dos romances mediúnicos.


“Na dúvida, abstém-te, diz um dos vossos velhos provérbios. Não admitais, portanto, senão o que seja, aos vossos olhos, de manifesta evidência. Desde que uma opinião nova venha a ser expendida, por pouco que vos pareça duvidosa, fazei-a passar pelo crisol da razão e da lógica e rejeitai desassombradamente o que a razão e o bom-senso reprovarem. 

MELHOR É REPELIR DEZ VERDADES DO QUE ADMITIR UMA ÚNICA FALSIDADE, UMA SÓ TEORIA ERRÔNEA.

Efetivamente, sobre essa teoria poderíeis edificar um sistema completo, que desmoronaria ao primeiro sopro da verdade, como um monumento edificado sobre areia movediça, ao passo que, se rejeitardes hoje algumas verdades, porque não vos são demonstradas clara e logicamente, mais tarde um fato brutal, ou uma demonstração irrefutável virá afirmar-vos a sua autenticidade.”

Erasto - Revista Espírita: Jornal de Estudos Psicológicos, AGOSTO DE 1861 - Editora FEB, p. 357-8.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Apresentação Powerpoint da palestra "Formação do NT", realizada em 15/12/2013, na C.E.F.P

Para fazer o download da apresentação, clique AQUI NESTE LINK

ojesushistorico@gmail.com

AUTOPERCEPÇÃO (Artigo)



AUTOPERCEPÇÃO
Autor Fabiano Pereira Nunes
Artigo publicado na REVISTA CULTURA ESPÍRITA, do Instituto de Cultura Espírita do Brasil, ano V, n 55. Outubro de 2013, p.15.

Quase de forma consensual, percebe a sociedade que o ritmo da vida moderna, em velocidade vertiginosa, produz grandes dificuldades para a formação de vínculos produtivos nas diversas relações interpessoais e sociais.

Não apenas a quantidade de tempo dedicada à “vida interior”, mas também a qualidade desse tempo, tem sido apontadas como fatores causais de relevante peso nos processos de distanciamento afetivo entre as pessoas, mesmo dentro do lar.

Por conseguinte, faz-se necessário que os indivíduos se esforcem para tomar consciência dessa problemática, e busquem caminhos alternativos, com o fito de lograr uma vida com mais qualidade.

Em tal perspectiva, o desenvolvimento das qualidades morais e emocionais se nos apresentam com singular importância. Identificamos, nesse sentido, na autopercepção uma poderosa alavanca para o aprimoramento.

Define-se a autopercepção (1) como uma capacidade de perceber e compreender o próprio estado de espírito, emoções, impulsos, bem como seus efeitos nas outras pessoas.

Valiosa competência emocional, o constante reconhecimento do próprio estado de espírito permite que identifiquemos os próprios sentimentos, e seus impactos nas relações com familiares, amigos e com os diversos segmentos sociais.

E para a melhor compreensão do valor da autopercepção faz-se, invariavelmente, útil apreender nos ensinos de Jesus, e na interpretação Kardeciana desses ensinos, as mais robustas referências.

Encontraremos descrito no Quarto Evangelho, o chamado Evangelho segundo João (2), o anúncio da traição de Judas, onde Jesus, antes de declarar que seria traído, perturbou-se interiormente e afirmou que seria um dentre os discípulos que o faria. Simão Pedro, através de um gesto, pede ao “discípulo amado” que pergunte ao Senhor  quem seria esse traidor.

Como seria natural acontecer, o estado de perturbação interior e o anúncio da traição causaram grave impacto nos amigos e familiares de Jesus, reunidos em mais uma celebração Judaica: a Páscoa.

Nada obstante, Jesus – numa impressionante exemplificação de autopercepção e redirecionamento emocional – revertera toda a disposição emocional negativa que sucedera, através de Suas atitudes transbordantes de amizade, lealdade e afeto, mais ainda, através de Seus discursos altamente positivos e otimistas:

Cesse de perturbar-se o vosso coração! Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu vos teria dito, pois vou preparar-vos um lugar, e quando eu me for e vos tiver preparado um lugar, virei novamente e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais vós também”(3).

Admiráveis palavras, impregnadas de compaixão e empatia.

Allan Kardec, demonstrando sua ímpar qualidade de educador, em O Livro dos Espíritos (4) nos elucida -  de forma pragmática - sobre o desenvolvimento da percepção com vistas ao adiantamento moral e intelectual. Dando publicidade à instrução do espírito Agostinho de Hipona, onde esse expoente da Codificação oferece seu método pessoal de reforma íntima, o Codificador do Espiritismo apresenta à humanidade uma forma prática e segura para que ela percorra a senda do crescimento. Instrui o espírito Agostinho:

[...] “Fazei o que eu mesmo fazia, quando vivi na Terra: no final do dia, interrogava minha consciência, passava em revista o que tinha feito e me perguntava se não havia faltado a algum dever, se ninguém tivera motivo de se queixar de mim. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver, em mim, o que precisava de reforma. Aquele que, todas as noites, relembrasse todas as suas ações do dia e se perguntasse o que fez de bem ou de mal, rogando a Deus e ao seu anjo guardião que o esclarecessem, adquiriria uma grande força para se aperfeiçoar, pois, crede-me, Deus o assistiria. Perguntai, portanto, a vós mesmos e interrogai-vos sobre o que tendes feito, e com que objetivo agistes em tal circunstância; se fizestes alguma coisa que censuraríeis, da parte de outrem; se praticastes uma ação que não ousaríeis confessar. Perguntai ainda isto: Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento, teria eu que temer o olhar de alguém, ao retornar ao mundo dos Espíritos, onde nada fica oculto? Examinai o que podeis ter praticado contra Deus, depois, contra o vosso próximo e, finalmente, contra vós mesmos. As respostas serão um repouso para vossa consciência ou a indicação de um mal que precisa ser curado.” [...]

Portanto, a despeito do ritmo alucinante da vida hodierna, dediquemos tempo à “vida interior” e façamos o exercício recomendado por Agostinho-espírito em O Livro dos Espíritos, para que não nos distanciemos das pessoas, sobretudo dentro do nosso lar.

Diante desse desiderato, desenvolvamos a autopercepção como poderosa alavanca para colimarmos as melhores qualidades morais e emocionais, necessárias à vida pessoal e social com real qualidade.

REFERÊNCIAS

(1)     GOLEMAN, Daniel. Trabalhando com a Inteligência Emocional. Tradução M H C Cortês. Editora Objetiva, Rio de Janeiro: 1999. p.63-86.
(2)     BÍBLIA. Português. Bíblia de Jerusalém. Nova edição rev. e ampl. São Paulo: Paulus, 2002. 3 a. Impressão: 2004. O Evangelho Segundo João, Cap. 13, versículos 21 e 22. p. 1878.
(3)     Idem. Ibidem. Evangelho Segundo João, Cap. 14, versículos 1 ao 3. p. 1879.
(4)     KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Maria Lúcia Alcantara de Carvalho. 2ª Ed., Rio de Janeiro: Leon Denis Gráfica e Editora, 2011. Parte Terceira, capítulo XII, Conhecimento de si mesmo, Q. 919. p.416-18.
 

domingo, 22 de setembro de 2013

Seminário no GEYP: Allan Kardec, O Apóstolo da Verdade



Travessa Coelho Gomes, casa 6. Icaraí, Niterói - RJ

EU ESTOU CONVOSCO, E MEU APÓSTOLO VOS ENSINA.

Bebei na fonte viva do amor, e preparai-vos, cativos da vida, para um dia vos lançardes, livres e felizes, no seio daquele que vos criou frágeis, para vos tornar perfectíveis, e deseja que modeleis, vós mesmos, a vossa própria argila, a fim de serdes os artesãos da vossa imortalidade.” O Evangelho Segundo O Espiritismo, cap. VI, item 6.



RECOMENDO ACOMPANHAR ESSE ESTUDO VISUALIZANDO A APRESENTAÇÃO POWERPOINT. PARA BAIXAR OS SLIDES DO SEMINÁRIO QUE VOCÊ ESTÁ OUVINDO, CLIQUE AQUI NESTE LINK.

sábado, 21 de setembro de 2013

ATOS dos Apóstolo (cap. 16:16-8): a cura de uma jovem pitonisa




ATOS DOS APÓSTOLOS – CAPÍTULO 16 - Prisão de Paulo e Silas
16 Certo dia, quando íamos para o lugar de oração, veio ao nosso encontro uma jovem escrava que tinha um espírito de adivinhação (literal: um espírito pitônico); ela obtinha para seus amos muito lucro, por seus oráculos.
17 Começou a seguir-nos, a Paulo e a nós, clamando: "Estes homens são servos do Deus altíssimo, que vos anunciam o caminho da salvação". 18 Isto ela o fez por vários dias.
Fatigado com aquilo, Paulo voltou-se para o espírito, dizendo: "Em nome de Jesus Cristo, eu te ordeno que te retires dela!" E na mesma hora o espírito saiu.
19 Vendo seus amos que findara a esperança de seus lucros, agarraram Paulo e Silas e os arrastaram à ágora, à presença dos magistrados. 20 Apresentando-os aos estrategos, disseram: "Estes homens estão perturbando nossa cidade. São judeus, 21e propagam costumes que não nos é lícito acolher nem praticar, pois somos romanos".


PARA BAIXAR OS SLIDES EM POWERPOINT DO ESTUDO QUE VOCÊ ESTÁ OUVINDO, CLIQUE AQUI NESTE LINK

sábado, 14 de setembro de 2013

Artigo: "MOSTRAI-ME UM DENÁRIO "

 
MOSTRAI-ME UM DENÁRIO
 
Artigo publicado na REVISTA CULTURA ESPÍRITA, do Instituto de Cultura Espírita do Brasil, ano V, n 53, agosto de 2013, p. 15.
 
Autor Fabiano Pereira Nunes
 
"Mostrai-me um denário. De quem traz a imagem e a inscrição?" Responderam: "De César". Ele disse então: "Devolvei, pois, o que é de César a César, e o que é de Deus a Deus". JESUS (Lucas 20: 25-5)
 
Para insignes estudiosos a notável comunicabilidade de Jesus se constitui numa das mais atraentes matérias de pesquisas. Professor carismático, Seus ensinos atravessaram os séculos com espantosa aplicabilidade e pragmatismo. E dentre os recursos que Jesus - com genialidade – aplicara, a arte de contar histórias se nos destaca em importância.
 
Através de belas e simples parábolas, Jesus discutia os problemas cotidianos da vida na Judeia, sempre adequando o diálogo ao nível sócio-cultural dos ouvintes, para que fossem muito bem apreendidas, e dessa forma o Mestre - de forma apaixonante - desenvolvia as inteligências nas artes de pensar e de viver, e ao mesmo tempo, desveladava as Leis Morais que o espiritismo possibilitou a integral compreensão.
 
O impacto das parábolas na alma desses ouvintes foi tão significativo que essas histórias foram recordadas com sutilezas e precisão de informações mais de seis décadas depois, no período em que os Evangelhos começaram a ser escritos.
 
Allan Kardec, codinome do notável cientista e pedagogo francês H L D Rivail, que recebeu do próprio Espírito da Verdade a missão de promover o advento do Consolador na Terra, elucida que “para se compreender melhor algumas passagens dos Evangelhos é necessário conhecer o valor de certas palavras, que neles são empregadas frequentemente e que caracterizam a situação da sociedade judaica e dos costumes naquela época. Essas palavras, não tendo mais, para nós, o mesmo sentido, muitas vezes foram mal interpretadas e, por isso mesmo, criaram muitas dúvidas. A compreensão do seu significado explica, além disso, o verdadeiro sentido de certas máximas que, à primeira vista, parecem estranhas”.(1)
 
Nesse sentido se faz oportuno conhecer alguns dos dinheiros da época histórica de Jesus, com o fito de bem entender o sentido de algumas mensagens ensinadas por parábolas. (2)
 
DENÁRIO: moeda romana de prata, seria a unidade básica de pagamento romano por um dia de trabalho. Teria dado origem a palavra “dinheiro”. Citada na “Parábola dos trabalhadores da vinha” (Mateus 20:1-2) — “Porque o Reino dos Céus é semelhante a um pai de família que saiu de manhã cedo para contratar trabalhadores para a sua vinha. Depois de combinar com os trabalhadores um denário por dia, mandou-os para a vinha”.
 
DRACMA: moeda grega de prata, cujo valor seria equivalente a 1 denário. É o caso da “dracma perdida” (Lucas 15:8) — “Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas e perder uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e procura cuidadosamente até encontrá-la?”.
 
CEITIL ou ASSE: moeda romana de cobre, cujo valor seria equivalente a 1/16 do denário. Citada em “A nova justiça é superior à antiga” (Mateus 5:26)Em verdade te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”.
 
QUADRANTE: Moeda romana de cobre, cujo valor equivaleria a 1/64 do denário. Aparece em “A Esmola da Viúva Pobre(Marcos 12:42) — “Vindo uma pobre viúva, lançou duas moedinhas, isto é, um quadrante”.
 
ESTÁTER: moeda grega de prata, cujo valor equivaleria a 4 denários. Citada em “O tributo para o Templo pago por Jesus e por Pedro” (Mateus 17:27) — “Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar e joga o anzol. O primeiro peixe que subir, segura-o e abre-lhe a boca. Acharás aí um estáter. Pega-o e entrega-o a eles por mim e por ti".
 
MINA: peça grega de ouro, cujo valor seria equivalente a 100 denários. Narrada na célebre “Parábola das dez Minas (Lucas 19:13)Chamando dez de seus servos, deu-lhes dez minas e disse-lhes: 'Fazei-as render até que eu volte”.
 
TALENTO: peça em barra de ouro, cujo valor equivaleria a 6.000 denários. Consagrada na “Parábola dos talentos” (Mateus 25:14-15) — “Pois será como um homem que, viajando para o estrangeiro, chamou os seus próprios servos e entregou-lhes os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro dois, a outro um. A cada um de acordo com a sua capacidade”.
 
Essas breves pinceladas são alguns exemplos que nos auxiliam a formar o quadro da importância de estudarmos os costumes e o caráter dos povos do tempo de Jesus, pelo muito que influem sobre o conhecimento particular de seus idiomas, haja vista que sem essas informações nos escapará o sentido verdadeiro de certos ensinos de Jesus.
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
(1)                      KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 5. Ed., Rio de Janeiro, Leon Denis Gráfica e Editora: 2010. Introdução, item III. p. 32.
(2)                      A Bíblia Sagrada, Edição Comemorativa. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. 2ª edição. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993. Auxílios para o leitor, p. 38-9.

sábado, 17 de agosto de 2013

"Quem foi Madalena?" - Estudo Espírita e Histórico com Fabiano Nunes


A "Maria Madalena Histórica" foi a discípula e apóstola de Jesus, cuja liderança poderosa foi combatida e rivalizada por muitas comunidades paleocristãs. Não existem referências históricas e evangélicas ligando a mulher que ungiu os pés de Jesus, na casa de Simão Fariseu, e Madalena. Contudo, no ano de 591, o PAPA GREGÓRIO MAGNO I impõe uma versão sobre Maria Madalena: ele a transforma em prostituta arrependida. Não obstante inexistir qualquer tipo de sustentação bíblica para isso Gregório Magno reuniu, como se fosse uma só história, dois diferentes relatos lucanos (Lc 7:36-50, 8:2).

Assista ao estudo "Quem foi Madalena?", com Fabiano Nunes.

E depois, dê continuidade às reflexões, assistindo ao seguinte documentário:


domingo, 4 de agosto de 2013

Palestra no Grupo Espírita F. Francisco de Assis - 3 de agosto 2013

Não vim destruir a Lei: Jesus e Moisés estariam em antagonismo?

Bíblia de Jerusalém - Evangelho segundo Mateus

 5 O cumprimento da Lei — (17)Não penseis que vim revogar a Lei e os Profetas. Não vim revogá-los, mas dar-lhes pleno cumprimento, 18porque em verdade vos digo que, até que passem o céu e a terra, não será omitido nem um só i, uma só vírgula da Lei, sem que tudo seja realizado. 19Aquele, portanto, que violar um só desses menores mandamentos e ensinar os homens a fazerem o mesmo, será chamado o menor no Reino dos Céus. Aquele, porém, que os praticar e os ensinar, esse será chamado grande no Reino dos Céus.

Sefer Matitiyahu

5 17 Não penseis que vim abolir a Torá ou os profetas; não vim para abolir, mas para torná-los plenos.

Para baixar os slides apresentados nessa palestra clique AQUI NESTE LINK

E para fazer o download desse estudo CLIQUE AQUI

sábado, 22 de junho de 2013

Para entender Allan Kardec, discípulo de Pestalozzi



Cinebiografia do educador suíço Johann Heinrich Pestalozzi (1746 - 1827), um dos pioneiros da pedagogia moderna. Selecionado para o Festival de Cinema de Berlim, este drama tem como destaque a grande atuação do consagrado Gian Maria Volontè (A Classe Operária vai ao Paraíso) no papel-título. Edição Especial com vários vídeos extras sobre o legado de Pestalozzi e sua importância como educador do filósofo francês Allan Kardec (1804-1869), o Codificador da Doutrina Espírita. O filme focaliza um período crítico no desenvolvimento das teorias educacionais de Pestalozzi, quando o educador dirigia um internato para crianças pobres de um vilarejo na parte francesa da Suíça.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

FILHOS REBELDES (AUTOR FABIANO PEREIRA NUNES)




FILHOS REBELDES (AUTOR FABIANO PEREIRA NUNES)
 
Artigo publicado na REVISTA CULTURA ESPÍRTA, do Instituto de Cultura Espírita do Brasil, junho de 2013.
 
O desafio da corrigenda dos filhos desajustados sempre se apresentou como preocupação para os progenitores, desde a antiguidade.
 
Na cultura Judaica ancestral a questão, do mesmo modo, causava notáveis apreensões. Observaremos no quinto livro do Torá, o Deuteronômio - que segundo a tradição judaico-cristã foi promulgado pelo profeta Moisés no fim da jornada Hebreia no deserto - uma prescrição legal deliberando a punição dos filhos inobedientes e corrompidos.
 
Assim determinava a Lei Mosaica (1):
“Se alguém tiver um filho rebelde e indócil, que não obedece ao pai e à mãe e não os ouve mesmo quando o corrigem, o pai e a mãe o pegarão e levarão aos anciãos da cidade, à porta do lugar, e dirão aos anciãos da cidade: Este nosso filho é rebelde e indócil, não nos obedece, é devasso e beberrão." E todos os homens da cidade o apedrejarão até que morra. Deste modo extirparás o mal do teu meio, e todo Israel ouvirá e ficará com medo”.
 
Nada obstante a inequívoca posição de Jesus como membro da Sociedade Judaica de Seu tempo, os mais notáveis pesquisadores, das modernas ciências históricas, no-Lo tem apresentado como um contestador e renovador das leis Judias. Sobre isso Allan Kardec, o Apóstolo fiel e incansável de O Espírito de Verdade, desde há largo tempo já havia, brilhantemente, aclarado a questão:
 
“Há duas partes distintas na lei mosaica: a lei de Deus, promulgada sobre o Monte Sinai, e a lei civil ou disciplinar estabelecida por Moisés. Uma é invariável; a outra, apropriada aos costumes e ao caráter do povo, modifica-se com o passar do tempo. A Lei de Deus está formulada nos dez mandamentos [...] [...] Essa lei é de todos os tempos e de todos os países e, por isso mesmo, tem um caráter divino. Todas as outras são leis estabelecidas por Moisés, obrigado a conter, pelo temor, um povo naturalmente turbulento e indisciplinado, no qual tinha que combater os abusos e os preconceitos enraizados, adquiridos durante a escravidão no Egito. Para dar autoridade às suas leis ele teve que lhes atribuir uma origem divina, assim como o fizeram todos os legisladores dos povos primitivos”. (2)
 
“A moral ensinada por Moisés era apropriada ao estado de adiantamento em que se encontravam os povos a quem ela estava destinada a regenerar. Esses povos, semi-selvagens quanto ao aperfeiçoamento da alma, não teriam compreendido que se pudesse adorar a Deus sem a realização de holocaustos, nem que fosse preciso perdoar a um inimigo”. (3)
 
“Quanto às leis de Moisés, propriamente ditas, Ele (Jesus), ao contrário, as modificou profundamente, quer na substancia, quer na forma. Combatendo constantemente o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, por mais radical reforma não podia fazê-las passar, do que as reduzindo a esta única prescrição: ‘Amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo’, e acrescentando: aí estão a lei toda e os profetas”. (4)
 
Por conseguinte, face às luzes oferecidas pelas ciências e pelo Codificador do Espiritismo, torna-se melhor compreensível não apenas a prescrição mosaica que diz respeito ao corretivo dos filhos desregrados, como também os ensinos de Jesus que, audaciosamente, refutam a Torá. Revolucionando o conceito de se apedrejar até a morte os filhos ignominiosos, Jesus promoveu uma nova abordagem, combinando disciplina com compaixão, autoridade com comiseração, inconivência com piedade.
 
Nesse sentido, com o fito de criar imagens mentais com exemplos inconfundíveis, O Mestre contou histórias com cores muito vivas, narrando parábolas inesquecíveis, como as três “Parábolas da Misericórdia” (5), cuja culminância é a Parábola do Filho Perdido e do Filho Fiel, ou do Filho Pródigo, onde o pai de família não é conivente com o erro, no entanto, recebe o filho sinceramente arrependido com o mais comovente amor paternal.
 
Por essa razão urge não nos esquecermos, também, da nossa condição de filhos rebeldes do Criador, que igualmente precisam dos corretivos das provas e expiações, através das vidas sucessivas, anelando as conquistas morais que logram o encontro com as bênçãos do Doador da Vida.
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 
1. ANTIGO TESTAMENTO. Bíblia de Jerusalém. Português. Nova edição rev. e ampl. São Paulo: Paulus, 2002. Deuteronômio, cap. 21, ver. 18-21, p. 284.
2.       KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 5. Ed., Rio de Janeiro, Leon Denis Gráfica e Editora: 2010. Cap. I, item 2. p. 51-3.
3.       Idem. Ibidem. Cap. I, item 9.  p. 57.
4.       Idem. Ibidem. Cap. I, item 3.  p. 53.
5. NOVO TESTAMENTO. Bíblia de Jerusalém. Português. Nova edição rev. e ampl. São Paulo: Paulus, 2002. Evangelho segundo Lucas, cap. 15, ver. 1-32, p. 1816-7. 
 
http://www.facebook.com/fabiano.p.nunes